Footprints - Praia do Castelejo, Vila do Bispo, Algarve

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O anão triste

De pau em riste
O anão Cidão
Vivia triste.
Além do chato de ser anão
Nunca podia
Meter o ganso na tia
Nem na rodela do negrão.
É que havia um problema:
O porongo era longo
Feito um bastão.
E quando ativado
Virava... a terceira perna do anão.
Um dia... sentou-se o anão triste
Numa pedra preta e fria.
Fez então uma reza
Que assim dizia:
Se me livrasses, Senhor,
Dessa estrovenga
Prometo grana em penca
Pras vossas igrejas.

Foi atendido.
No mesmo instante
Evaporou-se-lhe
O mastruço gigante.
nenhum tico de pau
Nem bimba nem berimbau
Pra contá o ocorrido.
E agora
Além do chato de ser anão
Sem mastruço nem fole
Foi-se-lhe todo o tesão.
Um douto bradou: Ó céus!
Por que no pedido que fizeste
Não especificaste pras Alturas
Que lhe deixasse um resto?
Porque pra Deus
O anão respondeu
Qualquer dica
É compreensão segura.
Ah, é, negão? Então procura.

E até hoje
Sentado na pedra preta
O anão procura as partes pudendas...
Olhando a manhã fria.

Moral da história:
Ao pedir, especifique tamanho
Grossura quantia.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Fotos Minhas

photo: rogério barroso. Foto nº 777 - Delírios.

Tito Paris - Ña Pretinha

Fotos Minhas


photo: rogério barroso. Foto nº 776 - street art.

Politicamente incorreta

Eu amo os gays,
por ter vários amigos gays.
Eu amo as putas
por elas estarem sempre nuas,
e saberem que na fragilidade do amor
se encontra a dor.
Eu gosto de política
mas sou politicamente incorreta,
sempre amei minha professora
por me ensinar as coisas mais belas
das quais não tinha em aula.
Amo o estado da vida
fora do lugar comum,
e por isso as coisas
se tornam tão interessantes
como a poesia
que nasce e morre
neste instante.

D'Agata, el fotógrafo del estupor


El retrato más divulgado de Antoine d’Agata (Marsella, 1961) es una imagen en la que su cuerpo y rostro aparecen recubiertos de polvo blanco mientras el espectador percibe todo el desconcierto e inocencia del alma del fotógrafo marsellés. La capa de blanco bien podría ser una barrera ante el estupor que provoca en él la visión del dolor. Lo cierto es que cualquier conversación con el reportero más marginal de la agencia Magnum —explorador de los límites más fértiles de la narrativa visual— lleva a abordar la violencia como una acción colectiva de la sociedad contra el individuo. Una dinámica que D’Agata expone con imágenes que zarandean la conciencia del espectador después de haberlo hecho con su estómago. Para D’Agata, las personas que fotografía son “los anticuerpos de nuestra sociedad, que con sus estrategias de supervivencia dan la mayor muestra de dignidad”.