“Yo solía llamarle Dennis the menace por unos dibujos animados que daban en la tele en aquella época [se tradujeron por Daniel el travieso]. Es el tipo más cool que he conocido en mi vida, te lo aseguro, pero cuando le mirabas sabías que no tenía tiempo para chorradas. Era un hombre afable, de pocas palabras, pero increíblemente directo”. Lo cuenta Michael Shulman por teléfono desde Nueva York. Shulman es directivo de la agencia fotográfica Magnum, probablemente la más importante del mundo en su género, y “el travieso” no es otro que Dennis Stock, uno de los mejores fotógrafos de la historia y leyenda de la profesión en EE UU. “Un maestro, una figura clave para entender la fotografía en los cincuenta y sesenta, creo que hemos tardado mucho en hacerle justicia”, reconoce el editor Tony Nourmand, cigarrillo en mano, a las puertas de un pub en Londres.
Footprints - Praia do Castelejo, Vila do Bispo, Algarve
domingo, 3 de novembro de 2013
Tua mão em mim
Você me acorda no meio da noite
e eu que navegava tão distante
cravada a proa em espumas
desfraldados os sonhos
afloro de repente entre as paradas ondas dos lençóis
a boca ainda salgada mas já amarga
molhada a crina
encharcados os pêlos
na maresia que do meu corpo escorre.
Cravam-se ao fundo os dedos do desejo.
A correnteza arrasta.
Só quando o primeiro sopro escapar
entre os lábios da manhã
levantarei âncora.
Mas será tarde demais.
O sol nascente terá trancado o porto
e estarei prisioneira da vigília.
e eu que navegava tão distante
cravada a proa em espumas
desfraldados os sonhos
afloro de repente entre as paradas ondas dos lençóis
a boca ainda salgada mas já amarga
molhada a crina
encharcados os pêlos
na maresia que do meu corpo escorre.
Cravam-se ao fundo os dedos do desejo.
A correnteza arrasta.
Só quando o primeiro sopro escapar
entre os lábios da manhã
levantarei âncora.
Mas será tarde demais.
O sol nascente terá trancado o porto
e estarei prisioneira da vigília.
sábado, 2 de novembro de 2013
Teu fruto
Chupo
teu fruto
na moita
que o vento
açoita
com boca
afoita
que grita
como louca
que goza
como vento
e geme
como mulher
na moita
que o vento
açoita
com boca
afoita
que grita
como louca
que goza
como vento
e geme
como mulher
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Meu corpo teu ninho
A simples lembrança dos teus dedos na minha nuca me arrepiam
Teu cheiro me habita a alma e meu peito, arfante, te recebe.
Me abraça, vem dormir comigo
Me ajuda a apagar do peito aquela dor do querer.
A noite se instala em mim.
Lá fora, apenas o silêncio da noite do teu olhar.
Vem.
Ocupa com teu corpo esse abrigo que te chama.
Volta a ser minha morada, teu abrigo
Faz de mim tua caverna, teu porto seguro.
Faz do meu corpo teu ninho.
Atordoada pelas saudades crescentes,
meu corpo todo se ouriça à tua procura.
Me abraça, vem dormir comigo
Me ajuda a apagar do peito aquela dor do querer.
A noite se instala em mim.
Lá fora, apenas o silêncio da noite do teu olhar.
Vem.
Ocupa com teu corpo esse abrigo que te chama.
Volta a ser minha morada, teu abrigo
Faz de mim tua caverna, teu porto seguro.
Faz do meu corpo teu ninho.
Atordoada pelas saudades crescentes,
meu corpo todo se ouriça à tua procura.
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