Footprints - Praia do Castelejo, Vila do Bispo, Algarve

sábado, 11 de outubro de 2014

Vá-se lá saber porquê?


O erro crasso, continua agarrado ao lugar, apesar de toda a barafunda causada com a colocação dos professores. Uma vergonha só possível neste País Sui Generis!

Confissão

Dizem que o amor é cego, 
não nego,
por isso te abro os olhos:
não tenho bens nem alqueires,
eu não sou flor que se cheire,
nem tão boa cozinheira,
(bem capaz que ainda me piches
por só comer sanduíches),
minha poesia é fuleira,
tenho idéias de jerico,
um cio meio impudico
como as cadelas e as gatas,
às vezes me torno chata
por me opor ao que comtemplo,
sei que sou péssimo exemplo,
por pouca coisa me grilo,
talvez por mim percas quilos,
eu não sei se valho a pena,
iguais a mim, há centenas,
desejo te ser sincera.
Mas no fundo o amor espera
que grudes qual carrapicho:
são tão grandes meu rabicho
e minha paixão por ti,
que não estão no gibi...
Ao te ver, viro pamonha,
sem ação, e sem vergonha
o meu ser inteiro goza.
Por isso, pra encurtar prosa,
do teu corpo, cada poro
eu adoro adoro adoro... 

Vá-se lá saber porquê?


É por estas e por outras que o Governo passou a andar mais desorientado, bem como os deputados da coligação que apoia o Governo. Foi notório no debate da passada sexta-feira na AR.
Não se esqueçam: cá se fazem , cá se pagam!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

FOTOS MINHAS


photo: rogério barroso. Foto nº 1888 - Igreja.

Vá-se lá saber porquê?

Era visível o nervoso miudinho nalguns deputados da maioria parlamentar  esta manhã na Assembleia da República durante o debate do estado da Nação, terá sido pelo novo líder parlamentar da bancada do PS - Ferro Rodrigues, ter discursado; ou por à mesma hora o novo líder do PS António Costa estar reunido com Cavaco Silva no Palácio de Belém?

Frases de José Saramago


PALESTINA


FOTOS MINHAS


photo: rogério barroso. Foto nº 1887 - Rio Tejo.

Livro do Desassossego

O tédio é, sim, o aborrecimento do mundo, o mal-estar de estar vivendo, o cansaço de se ter vivido; o tédio é, deveras, a sensação carnal da vacuidade prolixa das coisas. Mas o tédio é, mais do que isto, o aborrecimento de outros mundos, quer existam quer não; o mal-estar de ter que viver, ainda que outro, ainda que de outro modo, ainda que noutro mundo; o cansaço, não só de ontem e de hoje, mas de amanhã
também, (e) da eternidade, se a houver, (e) do nada, se é ele que é a eternidade. Nem é só a vacuidade das coisas e dos seres que dói na alma quando ela está em tédio: é também a vacuidade de outra coisa qualquer, que não as coisas e os seres, a vacuidade da própria alma que sente o vácuo, que se sente vácuo, e que nele de si se enoja e se repudia.
O tédio é a sensação física do caos, e de que o caos é tudo. O aborrecido, o mal-estante, o cansado sentem-se presos numa cela estreita. O desgostoso da estreiteza da vida sente-se algemado numa cela grande. Mas o que tem tédio sente-se preso em liberdade frusta numa cela infinita. Sobre o que se aborrece, ou tem mal-estar, ou fadiga, podem desabar os muros da cela, e soterrá-lo. Ao que se desgosta da pequenez do mundo, podem cair as algemas, e ele fugir; ou doer de as não poder tirar, e ele, com sentir a dor, reviver-se sem desgosto. Mas os muros da cela infinita não nos podem soterrar, porque não existem; nem nos podem sequer fazer viver pela dor as algemas que ninguém nos pôs.