Footprints - Praia do Castelejo, Vila do Bispo, Algarve
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sábado, 26 de setembro de 2015

A droga dos noticiários “nobres” da televisão

tv


 Os noticiários televisivos das 20 horas são, regra geral, “fáceis, baratos e dão milhões de pequenas notícias” que, às vezes, não passam de não notícias.
São 90 (!) minutos de (des)alinhamentos, onde qualquer lógica racional se perde nos interstícios de notícias fresquinhas ou, na falta destas, de notícias requentadas retiradas do micro-ondas sempre à mão. A primeira notícia, muitas vezes, ou é futebol ou “sangue”. Depois, política ensanduichada entre curiosidades e divertimentos. Lá, pelo meio, entre um golo e um crime, sai uma peça internacional, para daí a uns minutos se voltar a um qualquer caso pitoresco a revelar gota-a-gota e a deixar os sedentos de “novidades quebra-rotina” em alvoroço.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Pessoas (desrespeitadas) + Números (a brincar) = Cartazes (para desconfiar)

Não brinquem com os números, respeitem as pessoas, assim exortavam alguns cartazes do PS, entretanto abortados. É que, logo a seguir à sua exibição, viemos a saber da (não) relação de algumas das pessoas com o que, nos cartazes, lhes era aposto: estarem desempregadas ou terem sido forçadas a emigrar. Percebi então a citada frase, quer quanto à brincadeira com os números, quer quanto ao respeito pelas pessoas. E, ainda, quanto à intrínseca relação entre a palavra-fetiche da campanha – confiança – e os cartazes. Esta palavra é já, em si, das menos felizes que se poderiam imaginar para quem, há apenas 4 anos, deu prova cabal de desconfiança. Mas agora estes cartazes vêm ilustrar, através de impressivos detalhes, como a confiança é tão volátil. Pior seria difícil.