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terça-feira, 30 de abril de 2013

Vá-se lá saber porquê?

Governo reúne-se em Conselho de Ministros extraordinário, aprova medidas de cortes que dá a conhecer à UE e, aos portugueses não diz patavina.

Está na hora deste Governo canalha se ir embora!

Gaspar isolado no governo



Vítor Gaspar ficou totalmente isolado no último Conselho de Ministros, com Pedro Passos Coelho menos assertivo que o habitual na defesa do ministro das Finanças. Gaspar viu praticamente todo o executivo virar--se contra as propostas que apresentou na última sexta-feira. Hoje os ministros reúnem-se novamente, para debater o Documento de Estratégia Orçamental e as medidas substitutivas das normas chumbadas pelo Tribunal Constitucional (TC).


Ao que o i apurou junto de fontes da maioria, só Luís Marques Guedes e Poiares Maduro – os dois ministros recém-chegados ao executivo, o que poderá explicar alguma reserva – não alinharam no “tiro ao Gaspar” da última reunião. E, ao contrário do que vinha sendo habitual nos últimos meses, o próprio Passos Coelho foi bem mais contido na defesa das propostas apresentadas por Gaspar. Isto não só deixa antever a possibilidade de mudanças nas medidas, como uma alteração da relação de forças no governo – Gaspar tem agora quase todo o executivo a fazer peso do outro lado da balança.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Crise. Manifesto defende que há mais país para além dos cortes


Foi você que pediu um economista? Desta vez não foi um, mas 64 - muitos deles próximos do Presidente da República - que elaboraram um manifesto sobre o lema “Despesa Pública menor para um Futuro melhor”, onde dizem que o rei vai nu. Ou seja, separam o trigo do joio da actual governação e defendem que, apesar de todos os sacrifícios dos portugueses, as reformas estruturais estão por fazer. Patrício Gouveia, Cardoso e Cunha, Pinho Cardão, Sousa Lara, Ribeiro e Casto, Cadilhe, Beleza e Sofia Galvão são alguns dos nomes para quem é imperativo reduzir a carga fiscal, tornar atractivo o investimento, reduzir as rendas excessivas e reformar o Estado e as administrações públicas, o que, a não ser feito, fará com que a despesa volte aos níveis de 2010 depois da intervenção da troika. “Está aí a sorte dos governos, o que é o menos, mas sobretudo a dos portugueses, o que é o mais”, lê-se no manifesto que será apresentado quarta-feira.