Footprints - Praia do Castelejo, Vila do Bispo, Algarve
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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A ilha dos museus!

Podia estar a falar da famosa "ilha dos museus" em Berlim que está classificada como património cultural da UNESCO. Mas isso nada teria de especial. Toda a gente conhece, de ler, ouvir falar ou de "viva voz" o fantástico conjunto de cinco museus que, na verdade, iniciaram nos idos de oitocentos a museologia moderna, ou seja, a arte de partilhar culturas e de dar a conhecer patrimónios.
Mas não! A ilha dos museus que me interessa e por estes dias me encanta é mais nossa e mais perto. E merecerá, no devido tempo, o reconhecimento coletivo pela visão certeira dos líderes locais que paulatinamente foram investindo num património diferenciador que, mostrado dos vários ângulos em que está disponível, nos oferece a visão clara de um território e do seu povo.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

A tomada da Bastilha!

Reza a história que Immanuel Kant, perdido de entusiasmo ao saber dos acontecimentos de Paris, se atrasou pela primeira e única vez para o seu passeio diário das 18 horas.
Neste 14 de julho de 2016, os portugueses ainda estão igualmente eletrizados pela conquista aos gauleses. A diferença é que dificilmente poderão esquecer ou atrasar a resolução dos problemas que têm pela frente.
Para isso, e como diz o nosso comandante-em-chefe Fernando Santos, parafraseando Jesus Cristo, há que ser "simples como as pombas e prudentes como as serpentes".
Simples como as pombas:
- percebendo que não há alternativa a não ser defender, em Bruxelas, a uma só voz o voto de confiança a que os portugueses têm direito pelo esforço feito para reequilibrar as suas contas e tornar um pouco mais competitivo o seu sistema produtivo e a sua administração pública;
- assumindo que o plano B, as medidas retificativas ou que quer que se lhes chame, não são forçosamente derrotas que têm de se evitar a todo os custo mas tão-só ajustamentos que qualquer economia pode exigir e/ ou justificar;
- que acima de tudo isto, devia estar em curso um debate permanente sobre formas de reanimar e enriquecer a nossa economia e os nossos níveis de emprego; suspeito que seriam temas mais úteis para a reflexão "contínua" que o presidente da República pede ao Conselho de Estado;
Prudentes como as serpentes:
- no esforço diplomático com os vários centros de decisão europeus;
- na mobilização dos nossos parceiros geográficos , ibéricos e europeus do sul;
- no contrapeso permanente com os nossos parceiros do Atlântico Norte - porque não ouvimos falar a sério do TTIP?
- na magistratura de influência, diplomática, política e técnica, especialmente com Angola e o Brasil, tentando minorar o impacto das dificuldades que atingem as nossas comunidades e condicionam as nossas exportações;
- na leitura intransigente dos níveis de eficácia que, a cada momento, nos podem trazer as soluções governativas que escolhemos; como vimos, na nossa mais recente "tomada da Bastilha" alterar o modelo de jogo, mesmo que a meio do desafio, pode ser uma boa solução.
Portugal não pode viver sob o comando de um treinador. Na vida das nações é sempre o coletivo que se organiza, que ataca e que remata. Mas pode perceber pela glória que acaba de alcançar, como é possível e eficaz a convicção de que juntos fazemos mais e melhor. Aos líderes pede-se apenas que deem o exemplo.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Simplex? What´s next?

1. O Obama tinha tido mais piada. Mas António Costa teve razão. Pôr vacas a voar ou ursos a andar de bicicleta são impossíveis conseguidos que vale a pena celebrar. E o boneco era giro!

2. O programa apresentado é ousado e útil. Simplifica e democratiza. Traz mais transparência às relações entre os cidadãos, entre si e entre estes e o Estado. É transversal na aplicação e muito equilibrado no impacto dos benefícios.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O cravo de Paula Teixeira da Cruz

Nunca percebi porque é que uns usam e outros não. Não seria normal que, tendo sido o cravo vermelho um símbolo tão natural, tão casual e tão fortuito, todos os políticos o usassem ao peito nas cerimónias alusivas ao 25 de Abril? Ou estou a ver mal e o cravo é só de alguns?
Pareceu-me que foi para refutar essa ideia que Paula Teixeira da Cruz o usou neste 25 de Abril na Assembleia. O discurso da representante do grupo parlamentar do PSD foi uma espécie de desabafo, que soou violento e isolado mas que ecoou justo e pertinente.
Uma análise fria à comunicação da atual solução governativa, com especial relevância para o discurso do Bloco de Esquerda, demonstra uma apropriação abusiva dos "valores de Abril", sempre declinada num ataque ideológico cego e insustentado aos partidos que compunham o Governo anterior.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Escolher ou esquecer?

Admito que a maioria dos portugueses tente seriamente chegar a uma conclusão sobre a escolha do seu candidato presidencial. Até porque nos ensinam que o regime em Portugal é semipresidencialista, o que parece reservar ao PR um papel importante.
Acontece que, ao ouvirmos, vermos e analisarmos o que os candidatos dizem, ficamos na mesma. Ou seja, não conseguimos escolher e, o que é pior, não percebemos a que vão nem para que servem.
Foi o que me aconteceu quando ouvi as entrevistas de Maria de Belém Roseira e de Marcelo Rebelo de Sousa. Suspeito que quando ouvir a de Sampaio da Nóvoa me acontecerá o mesmo.