Nada tão suculento
quanto a tua
saliva
A maresia salgada
do teu pénis
O suor aberto da tua nuca
incerta
A pétala
Maria Teresa Horta
Footprints - Praia do Castelejo, Vila do Bispo, Algarve
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Vá-se lá saber porquê?
Estamos a poucas horas do 1º joga da selecção nacional contra a Alemanha, a partir de agora a maioria dos portugueses só se preocuparão com o Campeonato da Europa. O Governo entrará em "estado de graça"; esfregarão as mãos de contente dado a "maralha" estar distraída com o futebol e, afins.
É o país que temos!
Mereceremos mais?
quinta-feira, 7 de junho de 2012
SONETO DE SEPARAÇÃO
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Morais
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Morais
te.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
A forca
Já que adorar-me dizes que não podes,
Imperatriz serena, alva e discreta,
Ai, como no teu colo há muita seta
E o teu peito é peito dum Herodes.
Eu antes que encaneçam meus bigodes
Ao meu mister de ama-te hei de pôr meta,
O coração mo diz – feroz profeta,
Que anões faz dos colossos lá de Rodes.
E a vida depurada no cadinho
Das eróticas dores do alvoroço,
Acabará na forca, num azinho,
Mas o que há-de apertar o meu pescoço
Em lugar de ser corda de bom linho
Será do teu cabelo um menos grosso.
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Cesário Verde
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