photo: rogério barroso. Foto nº 1398 - Azulejaria portuguesa.
Footprints - Praia do Castelejo, Vila do Bispo, Algarve
quarta-feira, 26 de março de 2014
Socialismo de mão estendida
Não é preciso cansar os olhos e as meninges para se perceber que o "socialismo moderno" é uma monstruosidade prescrita. Tony Blair, que deveria estar na cadeia, por crimes de felonia e alta traição, foi cúmplice, com W. Bush e Aznar, da criminosa invasão do Iraque, decisão tomada, definitivamente, nos Açores, com o pobre Durão Barroso a servir de mordomo desavergonhado. Guterres era dado ao Blair. Fugiu, espavorido, de um Portugal pantanoso para um lugar qualquer coisa de apoio aos refugiados. Coitado! Tony Blair, riquíssimo, anda por aí a bacorar sobre a democracia no mundo, auferindo milhões pelas gastas palavras. Como ensinou Castoriadis, e, mais atrás, o filósofo Kant, "não há terceiras vias", nem no pensamento nem na política. Há, sim, desenvolvimentos justificados pela própria natureza do conflito, pela incerteza e pelo inacabamento problemático das soluções.
O descalabro dos partidos "socialistas", por essa Europa fora, foi analisado, há dois anos, em A Crise da Esquerda Europeia, um ensaio indispensável de Alfredo Barroso, para se compreender as origens do mal e as suas terríveis consequências.
O que se passou em França, com François Hollande, triste vassalo da senhora Merkel e invertebrado seguidor do neoliberalismo, constitui a imagem reenviada do que acontece em Portugal, com o socialismo arquejante de António José Seguro. Em França, a extrema--direita avança impetuosamente; em Portugal, as sondagens apontam, misericordiosamente, para um "empate técnico" entre o PS e o PSD.
O apanhador no campo
Fruta e mulher no mesmo pé de caqui
no qual espantando os passarinhos eu trepo
para apanhar como um garoto a fruta
e apreciar, comendo-a lá no alto, a mulher
que ficou lá embaixo me esperando subir
e agora vejo se mexendo entre as folhas,
com seus olhos de mel, seus ombros secos,
enquanto me contorciono todo subindo
entre línguas de sol, roçar de galhos,
para alcançar e arremessar para ela,
no ponto mais extremo, o caqui mais doce.
para apanhar como um garoto a fruta
e apreciar, comendo-a lá no alto, a mulher
que ficou lá embaixo me esperando subir
e agora vejo se mexendo entre as folhas,
com seus olhos de mel, seus ombros secos,
enquanto me contorciono todo subindo
entre línguas de sol, roçar de galhos,
para alcançar e arremessar para ela,
no ponto mais extremo, o caqui mais doce.
terça-feira, 25 de março de 2014
Vá-se lá saber porquê?
Não quero para o meu País que, concidadãos meus, pela calada da noite, sintam a necessidade de procurarem alimentos nos caixotes do lixo.
Não quero no meu País um primeiro ministro que, ao ser interpelado por jornalistas sobre o relatório do INE, onde era apontado o aumento de portugueses a viverem abaixo do limiar da pobreza, tenha respondido que haverão mais cortes no futuro!
Tenha respeito por aqueles que sofrem, se souber o significado de tal palavra!
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