Conduzes na saliva
um candelabro aceso
um chicote de gozo
nas
palavras
E a seda do meu corpo
já te cede
neste odor de borco em
que me abres
Sedenta e sequiosa
vou sabendo
a demorar o tempo que
se espraia
ao longo dos flancos que vou tendo:
as tuas pernas
vezes
teu ventre
A tua língua
vezes os teus dentes
na pressa veloz
com que me rasgas
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