São tuas as pálpebras
dos meus dias
tal como a laranja do
lago
estagnado
é a lua do lago ao meio dia
quando o sol dos ombros
está
rasgado
São teus os cílios
que as noites utilizam
é tua a
saliva dos meus
braços
é teu o cacto que no
ventre
incerto
debruça levar os seus
orgasmos
Não tenho mais que
te dizer
das coisas
que tudo o mais te faço eu
deitada
enquanto
sentes que o teu corpo
cresce
por dentro do mundo
na minha mão
fechada
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