Jerónimo de Sousa deu esta manhã o tiro de partida do
XX Congresso do PCP, o primeiro desde que o partido viabiliza um
Governo. Num discurso longo, de quase de 90 minutos, o secretário-geral
comunista refletiu sobre os efeitos da “ofensiva imperialista” em todo o
mundo, lembrou Álvaro Cunhal, elogiou Fidel Castro e as conquistas da
Revolução Bolchevique, na Rússia. No plano interno, o comunista
justificou a solução encontrada no Parlamento e recordou as conquistas
do partido neste último ano, não poupando, no entanto, críticas às “limitações e contradições” do Governo socialista.
Mas a nota dominante do discurso acabou por ser outra: a assunção clara
de que o PCP fará tudo ao seu alcance para romper com a União Europeia.
Footprints - Praia do Castelejo, Vila do Bispo, Algarve
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
domingo, 24 de abril de 2016
PCP diz que não dá para “peditório” da “chicana” sobre Programa de Estabilidade e plano de reformas
O secretário-geral do PCP afirmou hoje que não vai dar para o «peditório» da «chicana política» do CDS-PP e seu projeto de resolução para votação do Programa de Estabilidade e do Plano Nacional de Reformas no parlamento.
"Temos de olhar para aquele projeto de resolução, que
se reduz a duas recomendações: uma é a de que deveríamos continuar o
caminho da exploração e empobrecimento que foi feito durante quatro
anos, a velha tese de que não estraguem o que foi feito e tanto mal fez
aos portugueses", começou por analisar Jerónimo de Sousa, à margem de um
almoço comemorativo do 25 de Abril, em Loures.
Para o líder comunista a "segunda recomendação" é a de "levar os
documentos a votos, sem dizer se é inviabilizando ou aprovando, ou seja,
uma visão instrumental da vida parlamentar, para procurar a chicana
política.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
PCP exige que “fiteiro” e “empertigado” PM “reponha o que roubou”
O secretário-geral comunista exigiu hoje ao primeiro-ministro que "reponha aquilo que roubou às famílias", num comício em Lisboa no qual apelou ao reforço do voto na Coligação Democrática Unitária (CDU) nas eleições europeias de 25 de maio.
"Veio colocar como uma das suas prioridades de ação o combate ao grave problema da baixa natalidade no país. Que grande fiteiro, camaradas! Cortam nos salários, encarecem a habitação, cortam no abono de família, discriminam as mulheres em função da maternidade e do apoio aos filhos, tornam a vida cada vez mais difícil e, depois, vêm chorar lágrimas de crocodilo por causa da natalidade. Reponha aquilo que roubou às famílias e vai ver que, com certeza, aumenta a natalidade", afirmou Jerónimo de Sousa.
Num discurso de 38 minutos, perante uma plateia de mais de 700 pessoas, no Fórum Lisboa, o líder do PCP voltou a fazer um diagnóstico negativo relativamente à situação económico-social do país, nomeadamente nas áreas da Saúde e da Educação e Ciência e dos direitos dos trabalhadores, criticando a atuação do Presidente da República, o mais vaiado da sessão, mas também do PS.
"Acusamos este Governo e responsabilizamos o Presidente da República e todas as instituições que com eles colaboram de serem autores deste crime social, económico e financeiro que se está a praticar. Um Governo que muda as regras do jogo no meio da partida, que legisla retroativamente contra todos os princípios do direito com a anuência do Presidente da República", disse.
Jerónimo de Sousa aconselhou o líder do executivo da maioria PSD/CDS-PP a ter "vergonha" e a não dizer "aquilo que sabe que é mentira", referindo-se ao alegado esforço de equidade na distribuição das medidas de austeridade.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Jerónimo acusa Ulrich de falar de "barriga cheia"
Jerónimo de Sousa reafirmou hoje que a dívida com a "troika" deve ser renegociada e criticou as declarações de Fernando Ulrich, administrador do BPI. "Falam de barriga cheia!", disse.
domingo, 2 de dezembro de 2012
"Ninguém peça ou exija ao PCP que deixe de ser o que é"
"Nós dizemos que não renunciamos à convergência, ao diálogo com forças e sectores democráticas em tudo o que for bom para os trabalhadores, para o povo e para o país. Mas ninguém peça ou exija ao PCP que deixe de ser o que é, que deixe de falar verdade, que deixe de lutar por outra política, que rompa com estafada alternância", afirmou Jerónimo de Sousa.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
O mais provável é Governo cair por "contradições"
"Não sei se demora muito se demora pouco [a cair] mas o que sei é que é um Governo do passado, sem saída, que já não é capaz de continuar a mentir aos portugueses. E se for um obstáculo à criação da política alternativa e da alternativa política, obviamente deve ser demitido. (...) E se for demitido, acho que nenhum democrata deve ter receio de que seja dada a palavra ao povo", disse Jerónimo de Sousa, em entrevista à agência Lusa, na véspera do XIX Congresso comunista, que o reelegerá secretário-geral.
sábado, 13 de outubro de 2012
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