Footprints - Praia do Castelejo, Vila do Bispo, Algarve
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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Mundos diferentes

O que tem um par de sapatilhas ou uns simples chinelos de dedo a ver com sucesso escolar?
Aparentemente, nada. Depende apenas do ponto do Globo onde nos encontramos. Em Moçambique e em S. Tomé e Príncipe ,andar descalço ou calçado faz a diferença entre frequentar ou não a escola. Um problema absurdo, violador dos Direitos Humanos, mesmo visto daqui, da Europa mais pobre da Europa. Visto deste país onde, entre 2009 e 2014, um terço da população viveu pelo menos um ano em situação de pobreza. Olhamos para a realidade das crianças de Moçambique e de S. Tomé e Príncipe e, apesar da nossa pobreza, achamos a situação inacreditável, a trazer-nos à memória tempos bem recuados em que muitas crianças portuguesas também andavam descalças ou de socos de madeira.

sábado, 16 de julho de 2016

De novo a barbárie

Voltou a acontecer. O terror mais uma vez atinge a França em cheio, sem que ninguém o tivesse conseguido prever. A guerra, uma guerra sem regras (porque a guerra tem regras), está a acontecer no coração do Velho Continente. Este é, sem dúvida, o verdadeiro problema da Europa.
O 14 de de julho, a festa dos franceses, que devia ser a festa de todos nós, a festa da democracia, terminou, em Nice, da forma mais sangrenta: 84 mortos, entre eles pelos menos 10 crianças, e 52 feridos lutam, entre a vida e a morte. Ao massacre no Passeio dos Ingleses, quinta-feira à noite, quando milhares de famílias assistiam à sessão de fogo de artifício, o Estado francês responde com a ameaça de ataques à Síria e ao Iraque.

De novo a barbárie

Voltou a acontecer. O terror mais uma vez atinge a França em cheio, sem que ninguém o tivesse conseguido prever. A guerra, uma guerra sem regras (porque a guerra tem regras), está a acontecer no coração do Velho Continente. Este é, sem dúvida, o verdadeiro problema da Europa.
O 14 de de julho, a festa dos franceses, que devia ser a festa de todos nós, a festa da democracia, terminou, em Nice, da forma mais sangrenta: 84 mortos, entre eles pelos menos 10 crianças, e 52 feridos lutam, entre a vida e a morte. Ao massacre no Passeio dos Ingleses, quinta-feira à noite, quando milhares de famílias assistiam à sessão de fogo de artifício, o Estado francês responde com a ameaça de ataques à Síria e ao Iraque.

De novo a barbárie

Voltou a acontecer. O terror mais uma vez atinge a França em cheio, sem que ninguém o tivesse conseguido prever. A guerra, uma guerra sem regras (porque a guerra tem regras), está a acontecer no coração do Velho Continente. Este é, sem dúvida, o verdadeiro problema da Europa.
O 14 de de julho, a festa dos franceses, que devia ser a festa de todos nós, a festa da democracia, terminou, em Nice, da forma mais sangrenta: 84 mortos, entre eles pelos menos 10 crianças, e 52 feridos lutam, entre a vida e a morte. Ao massacre no Passeio dos Ingleses, quinta-feira à noite, quando milhares de famílias assistiam à sessão de fogo de artifício, o Estado francês responde com a ameaça de ataques à Síria e ao Iraque.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Cristas e o protesto amarelo

1. Surge em todo o lado. Omnipresente. Opinião na ponta da língua para qualquer assunto. Se aconteceu, Assunção Cristas irrompe a comentar. O CDS-PP, agora, é ela. Obscureceu todos os seus companheiros de partido. E, a bem da verdade, eclipsou qualquer tentativa de oposição.

Pedro Passos Coelho andará pelo país a falar às bases, a apresentar o seu programa de reformas e a preparar um desafio - decisivo, talvez - para a sua carreira política. O líder do PSD precisa de uma vitória nas próximas autárquicas. Não tem alternativa. Será por isso que ninguém o ouve. Passos sabe que não pode gastar a imagem, fragilizada por quatro anos de governação nas piores circunstâncias em que um primeiro-ministro pode exercer as suas funções.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Brasil na encruzilhada

Uma verdadeira caixa de surpresas. Os acontecimentos ocorrem a uma velocidade estonteante no Brasil. De manhã, o presidente-interino da Câmara dos Deputados surpreendeu tudo e todos ao anular a decisão de "impeachment" a Dilma Rousseff. A 17 de abril, 377 deputados votaram favoravelmente a destituição da presidente. Contra 137. Ao fim do dia, a normalidade regressa com o presidente do Senado a rejeitar a anulação.
Com tudo isto, foi a democracia brasileira que levou mais um golpe na sua já debilitada credibilidade. A decisão de Waldir Maranhão, que substitui Eduardo Cunha, afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), devido a suspeitas de corrupção, foi mais um episódio anormal em todo este processo.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O golpe está aí

É um enorme país partido ao meio. O processo de destituição da presidente Dilma Rousseff não tem volta. Num espetáculo pouco digno, os deputados votaram por maioria o processo de "impeachment" da presidente. No Brasil, quando o povo não está contente, não espera por novas eleições. Destitui.
O primeiro passo está dado. Dois terços dos eleitos para a Câmara dos Deputados votaram a favor do afastamento da presidente. O passo seguinte é definitivo e será dado em maio pelo Senado, que só precisa de maioria simples para destituir Dilma.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Decidir pela morte digna

Rede de cuidados paliativos é uma coisa, morte assistida outra. O debate de uma e de outra deve seguir os seus caminhos paralelos, mas independentes. Em Portugal, por muito que alguns queiram desviar a discussão da morte assistida agitando a alternativa dos cuidados paliativos, há uma realidade indesmentível. E só não vê quem não quiser. A rede de cuidados paliativos e continuados apresenta-se incipiente, mal dimensionada e, em muitos casos, existe onde é pouco ou quase nada necessária - aumentando o sofrimento das famílias, forçadas a deslocarem-se centenas de quilómetros para acompanhar um ente querido doente.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Quem quer ser presidente?

São dez os candidatos à Presidência da República. Mas parece ser apenas um e, à primeira vista, nem sequer precisa de fazer campanha. Nem lhe convém. A campanha servirá de escrutínio à narrativa criada, ao longo de anos, pelo "candidato-presidente". Uma alegada vitória antecipada, aferida em estudos de opinião, desmobiliza um eleitorado que, de eleição a eleição, se afasta desse dever cívico.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A geringonça ainda vai no adro

Não basta anunciar que se vende um banco, praticamente em ruína, por essa ser a solução que melhor defende o interesse nacional. Quando se vende um banco por 150 milhões de euros e se entra com 2 mil milhões para guardar os seus ativos tóxicos - aquilo que ninguém quer, aquilo que contamina - é preciso explicar aos cidadãos a opção. E em detalhe.
Não é a primeira vez, em poucos anos, que os portugueses são chamados a pagar os erros de gestão da banca nacional. Banca privada, dirigida por gestores privados bem pagos. Muitos dos ativos que ficaram no Banif "mau" (o filme repete-se) são o resultado de crédito concedido, sem o mínimo critério de exigência, e corporizado por imóveis altamente desvalorizados. Algum gestor assume essa responsabilidade?

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Duvido, logo existo

Enquanto a Europa vive em estado de guerra, tendo a sua capital política praticamente paralisada pelo medo, Portugal parece ser de outro mundo. Irreal, quase. Cinquenta e um dias depois das eleições, o país continua sem governo, com um presidente da República que havia estudado "todos os cenários", enredado numa teia de contactos e de incertezas. Cavaco, lembram-se, nunca se enganava e "raramente tinha" dúvidas. Mas agora tarda, tarda, tarda a tomar uma decisão para devolver a normalidade política.