Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de
lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca
fresca!
Oh! Como és linda, mulher que passas
Que me sacias e
suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Teus sentimentos são
poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pêlos são relva boa
Fresca e
macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da
ventania.
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Como te adoro,
mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites,
dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias
quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontravas se te
perdias?
Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a
minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca
encontrada?
Por que não voltas à minha vida
Para o que sofro não ser
desgraça?
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem
mais demora
A minha amada mulher que passa!
No santo nome do teu
martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero
depressa
A minha amada mulher que passa!
Que fica e passa, que
pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como cortiça
E tem
raízes como a fumaça.
Footprints - Praia do Castelejo, Vila do Bispo, Algarve
sábado, 3 de novembro de 2012
Mar
Na melancolia de teus olhos
Eu sinto a noite se inclinar
E ouço as cantigas antigas
Do mar.
Nos frios espaços de teus braços
Eu me perco em carícias de água
E durmo escutando em vão
O silêncio.
E anseio em teu misterioso seio
Na atonia das ondas redondas
Náufrago entregue ao fluxo forte
Da morte.
Eu sinto a noite se inclinar
E ouço as cantigas antigas
Do mar.
Nos frios espaços de teus braços
Eu me perco em carícias de água
E durmo escutando em vão
O silêncio.
E anseio em teu misterioso seio
Na atonia das ondas redondas
Náufrago entregue ao fluxo forte
Da morte.
Vá-se lá saber porquê?
Aumenta exponencialmente o nº de pobres no País.
No passado dia 31 de Outubro foi aprovado na AR pelos partidos que apoiam o governo: PSD e CDS/PP, um OE que penaliza fortemente os portugueses, com aumento de impostos que, provocarão fecho de pequenas e médias empresas e, o consequente despedimento de trabalhadores, cortes nas pensões e vencimentos no público e privado.
Perante este assalto criminoso ao povo português, a mais alta figura da Nação, nada diz; permanece "muda e calada".
Diz o povo, na sua sabedoria: quem cala consente!
Há quem queira ver Portugal de negro no dia em que Merkel visita o País
“12 de Novembro: O dia em que a nossa dignidade se cobre de negro”. É este o
nome do mais recente evento criado no Facebook, no âmbito das
manifestações de protesto contra as medidas de austeridade e contra a troika.
Neste caso, é a vinda da chanceler alemã, Angela Merkel, que
dá o mote ao protesto.
O evento, criado por Alexandre Oliveira, Bruno Cabral, Nuno Ramos de Almeida, Paula Nunes e Raquel Freire, apela a uma saída à rua, cobrindo o País de negro. “No dia 12 de Novembro a chanceler Angela Merkel aterra no nosso país. (…) Entendemos que esta visita deve ser respondida com a expressão pública do nosso descontentamento, com a rejeição das políticas desastrosas da troika e da austeridade, que nos condena ao empobrecimento e ao desemprego”, diz a descrição do grupo.
O evento, criado por Alexandre Oliveira, Bruno Cabral, Nuno Ramos de Almeida, Paula Nunes e Raquel Freire, apela a uma saída à rua, cobrindo o País de negro. “No dia 12 de Novembro a chanceler Angela Merkel aterra no nosso país. (…) Entendemos que esta visita deve ser respondida com a expressão pública do nosso descontentamento, com a rejeição das políticas desastrosas da troika e da austeridade, que nos condena ao empobrecimento e ao desemprego”, diz a descrição do grupo.
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