Footprints - Praia do Castelejo, Vila do Bispo, Algarve
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terça-feira, 22 de abril de 2014

Vá-se lá saber porquê?

É preocupante ouvir Freitas do Amaral discursar no Congresso dos 40 Anos de Abril, afirmando que este é o governo mais à direita dos últimos 40 anos?
Mário Soares no mesmo Congresso diz que este governo tem de ser derrubado!
Eu atrevo-me a dizer que Mário Soares contribuiu bastante para que chegássemos a este estado de coisas; não foi ele que meteu o socialismo na gaveta quando se aliou num governo ao CDS? 
40 anos é, na verdade muito tempo, mas as pessoas têm memória; contudo estou de acordo que, este governo é governado por um político incompetente, que favorece o grande capital, em detrimento das populações mais carenciadas.
Nas próximas eleições os portugueses têm nas suas mãos uma arma poderosa - o voto; meditem bem e, castiguem efetivamente quem nestes últimos 40 anos, nos transportou para este caos!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Soares subiu a parada

A Direita, a Direitinha e a Direitona congraçaram-se num alarido contra a entrevista que Mário Soares deu a João Marcelino e a Paulo Baldaia, editada no DN de domingo, pp., e transmitida pela TSF. É um documento importante, sobretudo pelo facto de Soares ter aumentado a parada das suas indignações. E as razões são poderosas. Perdoamos-lhe tudo o que a outros nunca esquecemos porque ele simboliza as nossas idiossincrasias, as nossas peculiares malícias, as nossas capacidades de improviso.
E que disse ele para suscitar tanto alvoroço? Nada mais do que a esmagadora maioria de nós pensa: que este "é um Governo de delinquentes"; que "não tem rei nem roque, nem sabe o que quer, nem sabe para aonde vai (...), só sabe que quer mais austeridade e que quer cada vez dar mais dinheiro à troika (...) Mas pode ser que suceda como na Argentina, quando o presidente do Governo disse que "nós não pagamos", e não se passou nada."

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A Palestina na ONU



1. É um conflito que se arrasta há muitos anos (desde 1967), entre Israel e a Palestina, com altos e baixos, conflito que os Estados Unidos têm alimentado, em virtude do lobby judaico que na América tem imensa força. É também um conflito que os moderados de ambos os lados têm procurado resolver, em vão, dado que os radicais israelitas e palestinianos se opõem, envolvendo, tanto quanto possível, na questão, o Médio Oriente.
No final de novembro último, a Assembleia Geral das Nações Unidas admitiu a Palestina como Estado não membro da ONU, mas tão-só como Estado Observador, como por exemplo é o caso do Vaticano. O interessante e de algum modo inesperado é que a votação foi avassaladora, em favor da Palestina: 138 Estados a favor, 41 abstiveram-se e nove contra (entre os quais os Estados Unidos, a República Checa, o Canadá e o Panamá). O Reino Unido, curiosamente, absteve-se, bem como a Alemanha, a Holanda e muitos outros. Contudo, 138 Estados membros declararam-se a favor, o que representa uma vitória diplomática para a Autoridade Palestiniana, porque lhe permite, por exemplo, levar Israel, se for caso disso, ao Tribunal Penal Internacional, na Haia.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Quem respeita este Governo?


    Aos pensionistas, que descontaram anos seguidos para ter uma reforma razoável, o Governo corta-lhes, quanto pode, nas pensões. Aos pobres e à classe média. Não aos especuladores e aos ricos. O desemprego tem subido em flecha, deixando milhares de pessoas e muitas famílias na miséria. As universidades públicas, tão prestigiadas internacionalmente, nos últimos anos, estão sem dinheiro para pôr os serviços em funcionamento. Os trabalhadores que não estão ainda no desemprego, públicos e privados, estão ameaçados de, em qualquer momento, receberem cortes nos seus vencimentos. Contudo, aos ricos não se toca

domingo, 21 de outubro de 2012

"O Presidente e o Governo só fazem asneiras"

O ex-presidente da República, Mário Soares, teceu duras críticas ao Governo português, que acusou de ser "mais papista do que o Papa", numa entrevista a uma rádio francesa. E fazendo críticas ao que se passou no 5 de outubro, avisou que o medo, em Portugal, mudou de lado. Já não é o povo que tem medo do Governo, mas o Governo que tem medo do povo.