O regresso fez-se sentir no corpo e na mente, como era inevitável. Duas semanas parecem pouco no calendário, mas no corpo de quem está em reconstrução são uma eternidade silenciosa. Hoje, ao retomar as sessões, o cansaço instalou-se sem pedir licença, pesado, quase pedagógico, lembrando-me — lembrando-lhe — da importância destes rituais de esforço e persistência.
A fisioterapia não é apenas exercício: é âncora. Sustém o corpo, mas também organiza o pensamento, devolve confiança, impõe disciplina e esperança. A ausência revelou-lhe, com clareza quase cruel, o quanto esse trabalho é essencial para o seu equilíbrio físico e mental. Há conquistas que só se percebem quando, por instantes, delas nos afastamos.
O cansaço de hoje não é derrota; é sinal de caminho retomado. Amanhã, o corpo que hoje protestou começará, discretamente, a agradecer.
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